Eu espero pelo brilho das luzes de ontem
As intensas ondas de mistérios consomem
Os restos de uma frágil nulidade
No espetáculo perco a identidade
Uma chuva de estrelas cadentes incide
Sobre as idéias de uma mente sem limites
Um encontro com minhas outras faces
Meus olhos refletem o despontar das estrelas
Numa noite de sombras transitando a imensidão
De um palco para poucos e livres artistas
Sonhando em redesenhar figuras no céu
Um encontro com um universo sem fim
As possibilidades estendem-se para além de nós
O sagrado e o profano batalham por nossas vidas
Nesse mundo de contrastes somos malabaristas
Equilibrando uma grande vontade de viver
Eu espero cometas cruzarem a imaginação
Recriando conceitos, reformulando a criação
Trago comigo algumas esperanças
Ando lado a lado com a perseverança
Segredos longínquos atravessam meu ser
Reformulando minha maneira de aprender
Um encontro com meu pálido reflexo
Minhas mãos sentem o poder dos astros
Uma luz distante ilumina uma futura transição
Entre modelos do passado e do presente
Alvorecendo num desejo latente de transcender
Um encontro com a grandeza do espaço
A chama reluz na luta para estarmos em nós
Os paradoxos alimentam uma guerra de causas
Somos crianças com a liberdade da inocência
Brincando felizes em campos minados
Eu espero pelos dias de glória e nostalgia
Eu sonho em realizar todas as fantasias
Busco em nós uma verdade passageira
Procuro por mensagens escritas na areia
O oculto revela-se diante da insistência
De olhos atentos à rápida transparência
Cleiton Assis
Épura - 2008
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