sábado, 22 de janeiro de 2011

Meu Viés

A cor azul do céu foi necessária para reanimar meus ânimos
Enquanto os contrastes das minhas cores iam desaparecendo
Uma tímida figura de meus tempos passados se representava
Em sonhos cujos pesadelos vinham por interrupção
Eu quis ser livre para viajar pelas estrelas que nunca alcanço
Pelo bem estar da paz que se revigora para me fazer renascer

A cor azul das águas foi necessária para repor minhas ilusões
Em alusão ao mundo colorido ao qual assisti perder as cores
A precisão do objetivo dessas linhas está ininterrupta
Pois ainda será sábio retocar a parte eqüidistante do meu eu
Quando o suspiro em meio ao silêncio render-me uma poesia
Eu fui meu algoz para não me limitar em ser apenas mais um

Abrem-se as janelas e um pôr-do-sol destaca-se no horizonte
No horizonte aparente de minhas visões de mundo
Em meu viés, fiel às emoções que ainda mantenho
Abrem-se as portas e a claridade adentra pela minha alma
Como só por um milagre ouvimos um belo canto dos anjos
Assim como eu dizia me recordar algumas outras infinidades
Desse meu universo e dessas linhas que se encontram no final

Estando sob as ondas, num constante ritmo de transformação
O mestre do saber intercede pelas tréguas em minhas guerras
Um intenso tráfego de inspiração permanece em meu interior
Então me dê um sonho qualquer e lhe direi que ele é possível
Escreva agora uma carta oculta e desvendarei suas palavras
Enquanto eu for o único a acreditar no que poderá acontecer

Cleiton Assis
Metaestados - 2010

Nenhum comentário:

Postar um comentário