sábado, 15 de janeiro de 2011

A Sinfonia dos Anjos


Sinta a intensidade do silêncio antes do fim da noite
Transmitindo a imagem reluzente de astros noturnos
Compondo harmonias em sagradas e raras devoções
Apagando rastros no ponto de onde iniciou a partida
Os gestos simbolizam a paz de espírito remanescente
Florescente na audaz libertinagem das almas cativas

Por um século ameno e pelas vastas altitudes do céu
Num brilho que revoga pressentimentos inavistáveis
As linhas cortam planos celestes em clara evidência
Predizendo palavras geradoras de grande coragem

As circunstâncias estão contraditórias... O tempo passou!
As paredes sem as pinturas de ontem... O mundo mudou!
Nada se mantêm o mesmo e as vidas alertaram o esperado
Somos nós a chama viva que incendeia estes dias passados
Estamos preservados em relicários, para futuros distantes

O ritmo dos arcodes solenes desperta o grito libertador
Insinuando atos providenciais para transcender a vida
O tempo conspira e as cartas revelam a verdade oculta
Os mestres do universo expandem eternos movimentos

As reminiscências ascendem com nítidas aparências
Consagrando estas lembranças outrora esclarecidas
O mundo conspira e a lua testemunha outra vertente
O divino e o profano emergem das vistas da realidade

Antecipamos o espetáculo da criação... A vida é sagaz!
Os corredores perdem os extremos... A luz serpenteia!
Nada está além destes espaços instáveis para se viver
Emana de nós o livre arbítrio que equilibra a natureza
Estamos em estado de vigília, esperando por um sinal

Ouça a melodia etérea que se esvai com o amanhecer
Envolvente como o dom máximo de adentrar dimensões
Mundos paralelos muito além das concepções visíveis
A sinfonia dos anjos intercede notas para a existência
Celebrando contemplações superiores em compreensão
Efervescente como um bem que se retransmite sem voz
Cleiton Assis
Passado, Presente e Futuro - 2008

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