Sinta a intensidade do silêncio antes do fim da noite
Transmitindo a imagem reluzente de astros noturnos
Compondo harmonias em sagradas e raras devoções
Apagando rastros no ponto de onde iniciou a partida
Os gestos simbolizam a paz de espírito remanescente
Florescente na audaz libertinagem das almas cativas
Por um século ameno e pelas vastas altitudes do céu
Num brilho que revoga pressentimentos inavistáveis
As linhas cortam planos celestes em clara evidência
Predizendo palavras geradoras de grande coragem
As circunstâncias estão contraditórias... O tempo passou!
As paredes sem as pinturas de ontem... O mundo mudou!
Nada se mantêm o mesmo e as vidas alertaram o esperado
Somos nós a chama viva que incendeia estes dias passados
Estamos preservados em relicários, para futuros distantes
O ritmo dos arcodes solenes desperta o grito libertador
Insinuando atos providenciais para transcender a vida
O tempo conspira e as cartas revelam a verdade oculta
Os mestres do universo expandem eternos movimentos
As reminiscências ascendem com nítidas aparências
Consagrando estas lembranças outrora esclarecidas
O mundo conspira e a lua testemunha outra vertente
O divino e o profano emergem das vistas da realidade
Antecipamos o espetáculo da criação... A vida é sagaz!
Os corredores perdem os extremos... A luz serpenteia!
Nada está além destes espaços instáveis para se viver
Emana de nós o livre arbítrio que equilibra a natureza
Estamos em estado de vigília, esperando por um sinal
Ouça a melodia etérea que se esvai com o amanhecer
Envolvente como o dom máximo de adentrar dimensões
Mundos paralelos muito além das concepções visíveis
A sinfonia dos anjos intercede notas para a existência
Celebrando contemplações superiores em compreensão
Efervescente como um bem que se retransmite sem voz
Celebrando contemplações superiores em compreensão
Efervescente como um bem que se retransmite sem voz
Cleiton Assis
Passado, Presente e Futuro - 2008
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